Penso em me declarar
Preciso me declarar...
Mas me fecho em mim...
Gritar ao mundo que te quero
Eu não quero me abrir!
Não quero deixar que seu braços
ofendam os meus com seus NÃOS
fechado, velado, calados...
O silêncio dói em meu peito
Me agita, me desmente frente a ti.
Desculpe-me não falar mais com ti.
Nem querer te ver, pois te quero...
A cada Oi, me esfacelo... sou rosa, prosa,
Mas não me vês, absorto em teu eu.
Aborto, aborte-me, me deixe seguir
Ir, cansei de ti... dos teus nãos passados
O passado me persegue
E segue, e segue me deixando assim
Querubim, sem fim
Afaga-me, afoga-me no teu peito
Deleito, deleite, gente que passa e que não vejo mais
Paz, quero Paz, quero mais, não quero ser
Ser quem sou, pois isso não te encanta
ANTA!

